Que tal conhecer o mundo trabalhando em fazendas, casas de famílias, hostels, projetos ecológicos, artísticos e sociais, escolas de línguas e até em barcos?

Essa é a proposta das plataformas de work exchange WWOOF, Workaway e HelpX. Tudo isso sem pagar hospedagem ou alimentação e ainda sem precisar de experiência anterior. Parece mentira, mas tudo isso é uma realidade acessível a qualquer pessoa disposta a sair da zona de conforto e ter experiências incríveis.

Mas muito longe de ser apenas uma maneira barata de viajar, estes programas são uma experiência cultural imersiva, uma troca entre viajantes e locais que precisam de alguma ajuda. Viver e trabalhar com e como os locais, aprender e descobrir novas habilidades, aproveitar a culinária caseira tradicional de cada lugar, conhecer e praticar novas línguas, conhecer pessoas do mundo todo e fazer muitos amigos.

Depois de meses viajando e de várias experiências positivas, pudemos comprovar a eficiência desses programas e não entendemos por que tão poucas pessoas conhecem e fazem isso. E esse foi um dos motivos para começarmos este blog e também nosso canal do Youtube, para compartilhar nossas experiências e tentar divulgar um pouco mais este estilo de viagem e de vida.

Apesar de termos largado nossos empregos e de estarmos viajando por vários meses, isso realmente não é necessário, você pode simplesmente aproveitar suas férias e ficar, por exemplo, duas semanas trabalhando em outro país e em alguma coisa completamente diferente do que faz no dia a dia. A vivência e as experiências vão ser incríveis do mesmo jeito. E certamente será uma viagem muito mais rica (e com menos gastos) do que uma viagem somente a turismo.


Foto: wwoofinternational.org

COMO FUNCIONAM

Os três programas diferem um pouco entre si, mas a ideia básica é de trabalhar algumas horas por dia (4 a 6 horas por dia e 5 dias por semana), e em troca receber alimentação e um lugar para dormir. Existem algumas exceções mas geralmente é assim que funciona.

Como a variedade de lugares e de tipos de trabalho é bem grande, o primeiro passo seria decidir para onde quer ir e em que gostaria de trabalhar. Depois entrar nos sites (WWOOFWorkaway ou HelpX), pesquisar bastante na listagem de hosts disponíveis e a partir disso escolher o programa que mais se encaixa com o que deseja. Cada programa tem uma taxa de inscrição (anual ou a cada dois anos) válida para uma ou duas pessoas, seja um casal ou apenas dois amigos. Depois de paga esta taxa, você tem acesso aos dados de contato de todos os lugares da listagem e é diretamente com quem oferece o trabalho que é feita toda a comunicação e os arranjos finais. Você entra em contato por email, informa seu interesse em trabalhar e ficar no lugar, verifica a disponibilidade e tira todas as dúvidas.

É bom lembrar que a taxa paga serve exclusivamente para você ter acesso a lista de hosts disponíveis. Qualquer outro custo que você tenha até chegar ao lugar escolhido, como transporte, alimentação, etc, é por sua conta. Estes programas não devem ser confundidos com agências de viagens.

Além do WWOOF, Workaway e HelpX, existem também outros programas como o Work Nomads, o Para onde?, o Worldpackers, o GEN (Global Ecovillage Network), o Yoga Trade (para praticantes de Yoga), o SE7EN, o Ecoteer, o SkillStay, o Peace Corps, o Volunteer4Africa, o Global Help Swap e o United Nations Volunteers. Tem também alternativas gratuitas como o Volunteers Base, o Free Volunteering, o Working Traveller e o Volunteer South America. Mas como não tivemos nenhuma experiência com nenhum destes, preferimos focar só nos que a gente conhece na prática.

CLIQUE PARA SABER A DIFERENÇA ENTRE ELES

 

WWOOF

Fundado nos anos 70, o WWOOF significa “World Wide Opportunities On Organic Farms” (oportunidades em fazendas orgânicas em todo o mundo). Ou seja, como o próprio nome já diz, a proposta do WWOOF é de trabalhar somente em lugares de produção orgânica, seja em grandes fazendas ou até em pequenas propriedades familiares. A filosofia do WWOOF então é um pouco mais do que apenas conectar viajantes a locais, é uma proposta de disseminação de um estilo de vida sustentável através do aprendizado e da prática da produção orgânica.

Alguns trabalhos realizados (e aprendidos) ao fazer wwoofing são: plantação e colheita, compostagem, jardinagem, cortar madeira, cuidar de animais, tirar leite, fazer queijo, vinho, pão, etc.

Perfeito para quem gosta de natureza e deseja desenvolver habilidades ligadas à produção de alimentos, o WWOOF já é bem popular entre viajantes e pessoas em busca de alternativas ao estilo de vida urbano.

Apesar de estar presente em mais de 50 países no mundo todo, cada país tem sua própria organização, ou seja, cada país tem seu próprio site e o valor de inscrição também varia de acordo com cada país. Para fazer wwoofing no Brasil, por exemplo, a taxa é de 38 dólares anuais, nos Estados Unidos é de 40 dólares, na Alemanha é de 18 euros e na Bulgária é de 5 euros. Para ter acesso ao site de cada país, basta visitar o site internacional do WWOOF, onde tem a relação e o link de cada país.

A principal vantagem do WWOOF é de ser uma rede com muitos anos de tradição e já ser considerado um verdadeiro movimento de mudança global. A maior desvantagem é ter que se inscrever em cada país separadamente, o que pode custar bem caro para quem deseja percorrer alguns países fazendo wwoofing. Mas se você vai para apenas um ou poucos países e deseja aprender mais sobre a vida e o trabalho em fazendas orgânicas, o WWOOF é provavelmente a melhor opção.

Links recomendados

Site internacional do WWOOF
WWOOF Brazil
Entrevista com a fundadora do WWOOF, Sue Coppard, no podcast Zero to Travel (em inglês)

WORKAWAY

Bem mais recente que o WWOOF, o Workaway vem ganhando bastante popularidade por oferecer uma variedade muito maior de tipos de trabalhos que podem ser realizados, e não apenas em fazendas orgânicas. Além disso, ele é unificado em apenas um site para todos os países e com a taxa de inscrição válida também para todos os países e por um ano (29 dólares por pessoa ou 38 dólares para duas).

A proposta do Workway é de promover trocas culturais entre pessoas de todo o mundo, oportunidades de viagem com orçamento limitado e o aprendizado de línguas através de experiências imersivas.

A variedade de atividades a serem desenvolvidas ao fazer Workway é praticamente ilimitada; pode-se trabalhar em produções orgânicas, como o WWOOF, mas também em produções não orgânicas, em casas de famílias fazendo todo o tipo de serviço, em hotéis, hostels, pousadas, em bares e restaurantes, escolas de idiomas, barcos, projetos ecológicos, sociais e artísticos, etc.

Uma vantagem do Workaway é possibilitar aos viajantes fazer um profile próprio com sua descrição, interesses, experiências e fotos. Além disso, tem também um sistema de feedback entre as partes. Ou seja, após cada experiência você deixa uma nota e um depoimento sobre sua estadia e seu trabalho no lugar, assim como os hosts deixam um depoimento sobre você também. Esses feedbacks ficam disponíveis para todas as pessoas e servem como uma maneira de ajudar na escolha de hosts e de se previnir caso o host se descreva de um jeito e na realidade for de outro. Por exemplo, ninguém gostaria de ir num lugar que pela descrição parece ótimo mas tem vários depoimentos negativos de pessoas que já foram.

Para pessoas que não têm interesse somente em trabalhos no campo, mas também em outras atividades mais urbanas, o Workaway é uma opção muito mais adequada. Além disso o fato de pagar apenas uma taxa e poder ir para qualquer país é uma grande vantagem.

Vídeo institucional do Workaway

Links recomendados

Site do Workaway
10 razões para viajar com Workaway (em inglês)

HELPX

Com uma proposta muito semelhante a do Workaway, o HelpX (ou Help Exchange) também apresenta uma variedade bem maior de tipos de trabalhos além de também ter apenas uma taxa única para todos os países (20 euros), válida por dois anos e para uma ou duas pessoas.

Os lugares onde é possível trabalhar pelo HelpX não diferem em nada do Workaway, ou seja, também incluem produções orgânicas, produções não orgânicas, casas de famílias, hotéis, hostels, pousadas, bares e restaurantes, escolas de idiomas, barcos, projetos ecológicos, sociais e artísticos, etc.

O HelpX também tem a possibilidade de fazer seu profile e também tem o sistema de feedback. A diferença básica entre o HelpX e o Workaway é que a disponibilidade de hosts pode variar bastante de um para outro dependendo de cada país pesquisado. Por outro lado, vários hosts tem perfil nas duas plataformas. Então, só com uma boa pesquisada é possível escolher qual se adequa melhor para você.

A vantagem do HelpX é que ele é mais barato que o Workaway além de que a inscrição é válida por 2 anos. A desvantagem é a interface de seu site, um pouco antiquada e menos user friendly que a do Workaway.

Link recomendado

Site do HelpX

QUANTO CUSTA?

QUESTÕES IMPORTANTES

Algumas coisas que precisam ficar definidas com o host antes de confirmar sua ida:

  • Quando pretende ir e quanto tempo quer ficar;

  • Que tipo de trabalho vai realizar;

  • Quantas horas por dia e quantos dias por semana vai trabalhar;

  • Que língua falam (na maioria dos lugares se fala inglês, mas é preciso escolher de acordo com seu interesse);

  • Se todas as refeições estão inclusas e qual o tipo de alimentação oferecida (caso você seja vegetariano ou tenha outra dieta especial);

  • Qual o tipo de acomodação oferecida.

Muitas dessas informações já são disponibilizadas no próprio perfil do lugar na listagem, mas é importante deixar tudo bem esclarecido para evitar futuros mal-entendidos.

Idade Mínima

A idade mínima para participar dos três programas é de 18 anos. Já a idade máxima não existe, acima de 18 anos pessoas de qualquer idade podem participar.

Visto

Em geral não é preciso de um visto especial para fazer esse tipo de viagem. Por não se tratar de um trabalho remunerado, o visto de turista é o suficiente. Mas como as legislações de cada país diferem e geralmente não são muito claras com relação a isso, é bom dar uma pesquisada antes. E claro, por via das dúvidas, ao entrar em um país e passar pela imigração, não mencione nem uma palavra sobre trabalho voluntário, diga apenas que vai fazer turismo.

Seguro de viagem

Assim como o visto, a obrigatoriedade do seguro de viagem também varia para cada país. Mas mesmo se não for obrigatório, é sempre importante. E dependendo do lugar onde vai e da periculosidade da atividade que vai realizar é importante também um seguro com cobertura para trabalho voluntário. Alguns exemplos de seguradoras que oferecem essa cobertura são a World NomadsVolunteer CardOVEuropa (somente para Europa).

Língua

Um nível mínimo de inglês não é essencial mas é importante. Você vai precisar entrar em contato com o host e combinar todos os detalhes da sua estadia, então ambas as partes precisam se entender. O entendimento do que deve ser realizado no lugar onde você vai trabalhar é imprescindível, além de que a troca cultural é muito maior entre pessoas que podem se comunicar na mesma língua (isso não é necessariamente uma verdade universal, mas por motivos de praticidade e clareza diremos que é uma verdade para este caso).

Por outro lado nós estivemos em lugares onde as pessoas com quem tínhamos mais contato diariamente não falavam inglês e toda nossa comunicação era na base de gestos. Também já conhecemos pessoas que mesmo sem falar quase nada de inglês tiveram ótimas experiências em países de língua inglesa e ainda acabaram aprendendo muito.

Mas claro, tudo isso vai depender do país para onde você for, e se você já fala ou quiser praticar qualquer outra língua, aí sua escolha vai de acordo com sua preferência.

Paciência e persistência

Prepare-se para ficar muitas horas em frente ao computador pesquisando, selecionando os lugares que deseja ir e enviando emails. Escreva seu email de contato com cuidado, descreva bem quem é, porque deseja ir para tal lugar e tente deixar a mensagem o mais personalizada possível. Não envie o mesmo email genérico para vários hosts.

Nem sempre um email enviado para um host é respondido, ou as vezes é respondido muitos dias (ou até semanas) depois. Por isso, não deixe para entrar em contato muito em cima da data desejada. E mais, também não entre em contato com muito tempo de antecedência (meses). Claro que tudo isso são sugestões, não são regras, pode variar de lugar para lugar. Leia bem a descrição de seu host que geralmente estas informações podem estar disponíveis.

Com um pouco de paciência e persistência, não vai demorar para chegar o dia em que você vai receber sua primeira resposta positiva daquele lugar que você realmente quer ir!

OUTRAS QUESTÕES

Se tiver alguma dúvida, deixe um comentário aqui no blog ou entre em contato conosco por qualquer rede social que tentaremos lhe responder o quanto antes. Não sabemos tudo mas já tivemos algumas experiências, e, se pudermos, iremos lhe ajudar.

  • Andre Rodrigues

    Muuuuito boas dicas!!!
    Parabéns pela iniciativa e pela atitude de divulgar e ajudar!!

  • Marcelo Fonseca Ferreira

    meu deus, gente. isso é fantástico. as experiências, viagens, aprendizado e até o site e os vídeos. cêis são meus ídolos! rsrs

  • Paolla Freitas

    a respeito do visto fiquei com bastante dúvida…
    pq visto de turista na europa são 3 meses de validade geralmente, e vcs já estão a 9 meses como??
    ou é 3 meses por país?! ai eu tenho que mudar de país a cada 3 meses, é isso?!

    • Oi Paolla, essa é uma ótima pergunta e também um pouco complexa, mas vamos tentar explicar. O visto de turista de 3 meses (90 dias na verdade) é válido para a chamada Área Schengen, que é um grupo de países que não tem controle de fronteira entre eles e é composto pelos países mais “populares” como Alemanha, Itália, França, Espanha, Portugal, etc. Tem outros países, principalmente do leste europeu, que apesar de fazerem parte da União Europeia não fazem parte da Área Schengen, e nesses países brasileiros têm 90 dias de visto de turismo em cada um deles (Romênia, Croácia, Bulgária, Turquia, etc). O que nós estamos fazendo é um rodízio, nós passamos 90 dias dentro da Área Schengen e depois pelo menos 180 dias fora, em países do Leste Europeu, e só depois pudemos voltar para a Área Schengen. Esse é o único jeito de ficar legalmente na Europa com o visto de turista por mais de 3 meses, mas temos que ficar bem atentos com essa matemática porque eles fazem as contas na imigração mesmo!

      • Isabela Bugmann

        Gente! Quanta informação valiosa e bem explicada vocês estão nos passando! Fazer um mochilão já está nos meus planos a muitos e muitos anos, mas nunca tirei o sonho do papel. Agora estou começando a me organizar e planejar direitinho, pretendo viajar início de 2017 (janeiro ou fevereiro). Estou lendo toooodo o site de vocês e gostaria de parabenizá-los mesmo! Está lindo! <3
        Nos últimos meses descobri o site do Workaway e me encantei com as possibilidades… acho que minha trip vai começar dessa forma também, voluntariando nesses locais. Thank you sooo much!

        • Olá Isabela, muito obrigado pela mensagem e boa sorte nos seus planos! 🙂

          • Quanto mais pesquiso e leio a respeito, mais dúvidas aparecem… minha questão agora é sobre a entrada nesses países… porque pelo que tenho lido, precisamos comprovar nossa estadia no país (hoteis, etc) e a nossa passagem de volta. Como vocês fazem em relação à isso?

          • Oi Isabela, nunca nos pediram comprovante nenhum, mas sempre que entramos em um país tínhamos pelo menos uma reserva em um hostel ou Airbnb. Muitas vezes fazíamos a reserva pra usar mesmo mas outras vezes reservávamos só pra ter um comprovante e depois cancelávamos a reserva. No booking.com dá pra fazer reservas sem pagar nada dependendo do lugar, depois é só cancelar.

          • Ok! 😉
            Obrigada!

  • Hudson

    oi pessoal, parabenrs pelo site, ótimo trab! Uma dúvida que ficou não exclarecida, vcs fizeram mesmo o seguro dos dias para cada pais visitado? Agradeço desde já, abrs.

    • Olá, Hudson
      O seguro de trabalho voluntário nós temos em todos os lugares onde vamos, fizemos o plano anual da OVEuropa. Já o seguro normal de viagem mesmo nós fazemos de acordo com o lugar onde vamos, nem todos os países exigem então acabamos fazendo só quando é realmente necessário apresentar o comprovante do seguro ao entrar no país. O ideal seria ter o seguro durante todo o tempo que estamos viajando, mas aí o custo seria muito alto e não conseguiríamos viajar por tanto tempo! Abraços!

      • Hudson

        Oi, mto obrigado pela resposta! Vcs precisaram de seguro ao entrar em UK saindo de Dublin? E sobre o visto, pode me ajudar? No site do workaway diz precisa ter um visto especial de voluntário e não de turista.

        “If you are from outside the EU and planning to visit the UK as a volunteer and not as a tourist you will need the correct visa. To find out more information you need to contact the embassy in your home country before travelling. “

        • Oi, Hudson! A gente não entrou no Reino Unido saindo de Dublin, mas sim da Islândia. De qualquer forma, nós não tínhamos seguro viagem não, pra entrar no Reino Unido não é obrigatório o seguro viagem como é nos países da área Schengen, por exemplo.

          Com relação ao visto, é uma questão bem complicada porque é praticamente impossível você conseguir um visto de voluntariado pra fazer work exchange no Reino Unido, e nem o Workaway e muito menos os hosts dariam qualquer assistência com relação a isso. O site do WWOOF explica um pouco melhor essa questão: https://www.wwoof.org.uk/visas_and_immigration. Então se você se preocupa mesmo com isso, o que podemos recomendar é que faça WWOOF (que tem registro na comissão de caridade dos países do UK) e por no máximo 30 dias, como dito no site deles. O importante, como eles mesmo enfatizam, é que quando você passar pela imigração você diga que vai fazer turismo, e não trabalho voluntário.

          Deixando isso claro, nós fizemos tanto WWOOF quanto Workaway no Reino Unido e sinceramente ignoramos essa questão. Quando passamos pela imigração não falamos que íamos fazer voluntariado, somente turismo. Ficamos por mais de 30 dias e não tivemos problemas.

          Infelizmente as vezes temos que contornar um pouco essas questões pra poder ter essas experiências e a única coisa que podemos te dizer é que valeu a pena.

          • Hudson

            Opa! Valeu novamente pelo retorno!

            Vc recomenda eu fazer um seguro então para ir a Espanha por exemplo? Qual seguro vcs fezeram? o OVEuropa eu acho q é o mais em conta, certo?

          • Pra ir pra Espanha é obrigatório o seguro de viagem, pode ser que nem peçam o comprovante na imigração, mas se pedirem e você não tiver podem te mandar de volta pro Brasil. O OVEuropa a gente fez só pra trabalho voluntário, pra seguro de viagem a gente preferiu fazer com seguradoras do Brasil mesmo, até pra ficar mais fácil o contato com a família caso acontecesse alguma coisa. A gente já fez com a Porto Seguro e com a Assist-med, mas como a gente nunca usou não temos como avaliar, sempre fazemos com a que tá mais em conta.

          • Hudson

            Valeu brow! Boa viagens ai pra vcs! Abrs

  • Natalia Marciano

    Oi, gostaria de saber se os hosts vem buscar a gente quando desembarcamos ou temos que ir por nossa conta até o local. E se posso ir de um país ao outro assim que terminar o exchange em um deles sem precisar voltar ao Brasil. Obrigada.

    • Olá, Natália. Você combina isso diretamente com cada host, mas em todas as nossas experiências os hosts foram nos buscar, em aeroporto, estação de trem, ônibus, etc. Pode ir de um país para o outro sim, nós estamos fazendo isso já há mais de um ano. Abraços!

  • Sheila Oliveira

    Olá casal! Que linda experiência, parabéns!
    Me interessei muito por isso, gostaria que pudessem me dizer um pouco à respeito dos gastos. Estes programas lhes garantem hospedagem e alimentação, quanto ao restante como foi? Utilizam economias que já possuíam ou conseguem trabalhos remunerados em determinados períodos? Muito obrigada por compartilharem a experiência de vocês.

    • Olá, Sheila! Antes de viajar nós economizamos bastante, fizemos um bazar onde vendemos quase todas as nossas coisas e depois alugamos nosso apê, o que nos dá uma pequena renda todo mês. Além disso nós também fazemos trabalhos freelance durante a viagem, então as vezes nós alugamos um lugar por um tempo e ficamos trabalhando um pouco pra depois voltar para a estrada. Queremos fazer um vídeo sobre isso logo, fica ligada no nosso canal do Youtube. Abraços!

      • Sheila Oliveira

        Sim, irei acompanhar com certeza. Muito obrigada pela atenção! Felicidades a vocês!

  • Gabriel de Castro

    Olá, primeiramente parabéns pelo site! Muito bem feito. Tenho 3 perguntas que gostaria que você me ajudasse:

    Na área schengen brasileiro não precisa de visto por 90 dias, porém pode ser solicitado a apresentar documentos do tipo: Carta convite,comprovante de hospedagem, e seguro de viagem que cubra um valor estipulado por eles( creio que seja 30 mil euros), com isso surge as seguintes dúvidas:

    1. Na hora de comprovar a hospedagem, o que você fala pro agente de imigração? Que está indo ficar na casa de um amigo?
    2. Na hora de apresentar o seguro, não vai ser meio estranho ter um que cubra trabalho voluntário, se teoricamente você está indo para passear?
    3. Como que você comprova que vai ficar na casa do host que te aceitou? Você pede uma declaração dele? Uma carta convite?
    4. Se você vai ficar mais de 1 mês em tal país, eles pedem pra comprovar renda pra sua estadia? Como explicar que você não vai ter gastos com acomodação e comida?

    Parabéns mais uma vez e agradeço desde já!

    • Olá Gabriel, sendo bem honestos nunca nos pediram nenhum comprovante, documento nem nada, mas sempre tínhamos tudo o que poderiam pedir por segurança. Sempre que passávamos pela imigração e perguntavam o que iríamos fazer no país era sempre turismo (até o WWOOF recomenda não falar nada sobre trabalho voluntário na imigração). Então nunca nem pedimos uma carta convite de nenhum lugar. Pra comprovar hospedagem a gente sempre tinha uma reserva de alguns dias em um hotel, hostel ou airbnb, nem que fosse uma que não fossemos usar e cancelaríamos depois de passar da imigração (no booking.com dá pra fazer reservas sem pagar nada em alguns lugares). E caso perguntassem onde iríamos depois, apresentaríamos o endereço do host e falaríamos que era um amigo (não falaríamos que era host e nem nada sobre trabalho voluntário). Mas como dissemos, nunca nos pediram nada então não sabemos se essa tática realmente funciona. O seguro que usamos que tinha cobertura de trabalho voluntário (OV Europa) não diz nada sobre isso no comprovante, então isso não seria um problema. Com relação ao comprovante de renda, tínhamos um extrato de poupança que poderíamos mostrar, mesmo que não fosse o suficiente pela quantidade de dias que ficaríamos no país e além disso também poderíamos mostrar nossos cartões de crédito, mas como nunca nos pediram nada não tivemos problemas. Mas tem que saber que é sempre arriscado passar pela imigração mesmo e devemos estar aberto a todas as possibilidades, até a de ser barrado e mandado de volta. Infelizmente é um risco que temos que correr pra poder ter essas experiências. Abraços!

  • Renata da Silva

    Como fazem com a questão das vacinas?

    • Olá Renata, não estivemos em nenhum país que precisasse de vacina, infelizmente não podemos ajudar com essa questão.

  • Melissa Da Cruz Penha

    Olá, gostaria de saber como funciona por serem um casal, sempre conseguem se voluntariar para o mesmo lugar? Ou isso é conversado com o Host diretamente? Vi que alguns programas você pode fazer assinatura para um casal ou amigos, nisso já fica “implícito” a candidatura de duas pessoas? Show de bola o site de vocês!!

    • Geralmente no perfil dos hosts já tem algo dizendo se aceitam casais ou não, se não tiver é só perguntar. Nós nunca tivemos problema com isso, tem muita oportunidade para casais e a assinatura pra casal ou amigos ajuda também! Abraços!

  • Nathalia Mendonça

    Olá! Parabéns pelo site, é realmente muito bom.
    Comecei a planejar meu mochilão para Europa e pretendo fazer exatamente como vcs (trabalhar por hospedagem e tal). Tenho dois anos para planejar (é o tempo do meu mestrado) e estou com muitas dúvidas em relação ao dinheiro. Quanto eu preciso ter em média para fazer uma viagem de mais ou menos um ano?

    • A questão dos gastos é mesmo bem difícil de calcular porque tem muitas variáveis, tempo de viagem, tempo em cada lugar de work exchange, em que país tá, se quer fazer muito turismo ou não, etc. Pretendemos fazer um vídeo falando melhor sobre isso mas já pra te responder, a nossa média de gastos total por mês é de 1100 dólares. Esse valor pra nós dois, contando com tudo (nós anotamos todos os nossos gastos). Mas cada pessoa tem um perfil de consumo, então é difícil também levar esse valor como base. O nosso maior gasto é com transporte, mas isso porque ficamos no máximo um mês em cada lugar, então estamos sempre indo de um lugar pra outro. Se ficássemos mais tempo em cada lugar teríamos menos gastos com transporte. E geralmente fazemos um pouco de turismo entre as experiências, então quando não conseguimos couchsurfing nós também gastamos com hostels ou airbnb.

  • Paula Cabrera

    Muito linda a inicitiva!! parabens! que complicado viajar!! tantas questões…

  • Alessandra Nascimento

    Boa noite!!!
    Minha maior dúvida é com relação ao visto de entrada nos EUA para o programa Workway.
    Para realizar esse programa voluntário nos EUA, pode ser feito com o visto de turismo? Ou preciso entrar no país com outro tipo de visto.
    Estou muito preocupada. Se puderem me responder serei muito agradecida!!!

    GRATIDÃO

    Alessandra

    • Olá, Alessandra! Nós não podemos lhe dizer com certeza como é para os EUA porque nós só fizemos work exchange na Europa, mas temos quase certeza de que funciona basicamente da mesma forma. Nós só viajamos com visto de turismo mesmo, mas quando entramos nos países nunca falamos que vamos fazer trabalho voluntário nem nada relacionado pra não ter risco de não ser barrado, sempre falamos que vamos fazer somente turismo. Por isso precisamos ter alguma reserva de hotel ou hostel pra comprovar hospedagem se pedirem na imigração. Infelizmente temos que fazer assim porque apesar de ser legal fazer esse tipo de trabalho por não ser remunerado, não é muito bem visto pelos oficiais de imigração. Até existem vistos de trabalho voluntário, mas como nem o Workaway ou nenhum outro programa de work exchange auxiliam na retirada desse visto, aí a única opção é viajar com visto de turista mesmo.